Uma websérie sobre o universo de atração, desejo, mágoa e vingança de duas mulheres conectadas por um carma que precisará de mais de uma vida para ser resolvido

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Elenco

É com muita satisfação que apresentamos a vocês o elenco do episódio piloto de Bliss! Depois de alguns dilemas, “acasos” e testes conseguimos definir quem são as pessoas que emprestarão sua voz, imagem e energia para que nossas personagens criem vida.
Não posso deixar de falar do meu espanto com relação às “coincidências” que envolvem toda a atmosfera de Bliss. É impossível explicar cada uma das sincronicidades agora que estamos na loucura do último mês de pré-produção, mas tentarei fazer isso depois, ok? Basta, por ora, saber que as peças do quebra-cabeça às vezes se encaixam sozinhas… ….E que estamos cada vez mais felizes com o quadro que se forma. 😉

Vamos às nossas estrelas:

Rose Brant – Marina / Anna
Foto: Patrice Thomáz

Juliane Guimarães – Luna / Valentina

Foto: Arquivo pessoal
Manuela Chacón – Cléo
Foto: Arquivo pessoal
Ruy Barbosa Júnior – Cliente
Foto: Mariana Mota
Luana e Bruno – Garçons

Fotos: Mariana Mota

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A Face de Anna

Quero falar da face de Anna. De sua cama, de sua fala. Quero falar do que não diz, do que é intenso e profundo em cada partícula de seu silêncio sufocado.
Narciso desbotado na beira do rio. Feito camisa branca cheia de botões, ancorada na pedra da cachoeira. Algo falta, esvai em silêncio. Um botão perdido.
Por entre a máscara de Narciso há um reino inteiro, todo um universo escondido. Anna está imersa e não sabe. Águas revoltas, águas maciças. Ela sorri a perda infinita:
“Eu gosto desse perfume que sobra depois da dor. O cheiro me atrai como um ímã para a solidão dela. Solidão que é minha. Bebo discretamente a sua angústia e isto nos aproxima.”
Anna muda o que não quer, por força do destino. Desconhece as cartas que tiraram para ela em qualquer canto aromatizado de rum. Ela não sabe quem moveu céus e infernos para que despertasse do pesadelo de todos os dias, de todos os tempos. Apenas estava ali. E sorria. Sorria com todos os dentes da dor.

Sob a fumaça azul, sussurros:

“Cigarros mal acesos, como outras coisas inacabadas. Acordei e sou em sonho. Agora teimo em me sonhar. Chuva… Chove e desce, e me exala. Eu exalo teu cheiro, que sempre me pertenceu: esta memória de acasos perdidos.”
….

“Retorno à vida enraizante, à solidão de ser perfeita. É apenas o começo (O Louco, segundo a cartomante). Pó de violeta, violento, em meus lençóis.
….
“Coisas inacabadas. Sempre. Como algo a que voltar… Cigarros mal apagados. E a cinza que me distrai.